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quinta-feira, 27 de abril de 2017




Padre João Francisco de Siqueira Andrade, nasceu em Jacareí, SP, no dia 15 de julho de 1837. Filho de Miguel Nunes de Siqueira e Claudina Maria de Andradefoi aluno do Seminário Diocesano de São Paulo onde fez seus estudos, partindo depois para a Província de São Pedro, no Rio Grande do Sul, quando foi recebido pelo Bispo Dom Sebastião Dias Laranjeiras e ordenado sacerdote em 08 de dezembro de 1864.

No tempo de seminário, já sentia a força do seu carisma: "Como estudante, a minha grande preocupação era a educação da juventude brasileira. Decidi que depois de ordenado, fundaria uma Casa para educar meninos pobres".

Estuda seriamente a situação do Brasil e conclui que o bem-estar religioso e social depende da boa educação que se oferece ao povo.

Serve, como voluntário da Pátria, na Guerra do Paraguai e ao regressar, buscando alívio para a tuberculose, vem a Petrópolis.

Diante da orfandade, fruto da guerra, do sofrimento e da miséria a que estavam expostas, principalmente as meninas, diante do desprezo pela educação da mulher e dos primeiros anúncios sobre a emancipação dos escravos, em 1866, trazendo outras urgências para a nação quanto ao trabalho livre, Padre Siqueira vê nos acontecimentos o apelo de Deus e a hora de iniciar sua Obra de educação.

Chega mesmo a dizer: "A minha convicção de que era chegado o tempo e de que a obra era de Deus, que nunca deixou de velar sobre este País, era tão forte, que minha divisa única foi e é: Ou a morte ou o triunfo de uma empresa que considero divina". (Pe. Siqueira, Apelo ao País, 1877)

Escreve seu projeto de educação e o apresenta ao Imperador Dom Pedro II, em 15 de julho de 1868 e dois meses depois, ao dar aprovação, o Monarca acrescenta que a ideia era boa e humanitária, porém dificílima.

Inicia suas grandes peregrinações pelas fazendas do interior do Rio de Janeiro, Minas e São Paulo. Fraco, andando a cavalo, exposto ao sol e à chuva, às tempestades, à crítica e violência, nunca cedeu ao desânimo. "Caminharei de rua em rua, de casa em casa, até percorrer a cidade toda... com ânimo, disposto a aceitar, em nome de Deus, qualquer esmola que me queira dar". ( Pe. Siqueira - Jornal Mercantil, em 05/05/1875)

Padre Siqueira tinha consciência da missão que recebera de Deus. "É justo que tendo feito o voto mais firme de minha existência em prol da infância desvalida e me consagrado ao bem da Igreja e da nossa Pátria, use de toda a franqueza para com o público, confessando diante de Deus, a quem nada se oculta, a sinceridade e a abnegação com que trabalho, embora o último selo desta declaração seja uma propriedade de futuro, juiz infalível e implacável do passado. Longe de mim a presunção de alguma virtude extraordinária. Oh! Bem sei que o meu espinhoso caminho está há muito traçado pela mão da Providência, e que não é outro senão o da humildade e da resignação. Na verdade, compreendo bem a responsabilidade que tenho assumido. Porém é também certo que, há muito tempo, não vivo mais para mim, e que todos os sacrifícios por que possa ainda passar estão de antemão oferecidos a Deus no altar da caridade". ( Pe. Siqueira - Jornal Mercantil, em 05/05/1875)